Mamografia

É o exame capaz de mostrar alterações na mama antes que elas possam ser sentidas pelo toque.

Resposta rápida: a mamografia é uma radiografia das mamas usada para detectar alterações ainda pequenas. Pelo SUS, o Ministério da Saúde e o INCA recomendam mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 também têm acesso ao exame no SUS, por demanda e após conversa com o profissional de saúde sobre riscos e benefícios — a Lei 15.284/2025 assegurou esse direito a partir dos 40 anos. Sociedades médicas brasileiras — SBM, CBR e Febrasgo — recomendam mamografia anual dos 40 aos 75 anos. As duas orientações coexistem no país. Quem tem histórico familiar ou fatores de risco deve seguir indicação médica individual.

Como o exame é feito

O exame é rápido, feito em pé, diante de um aparelho de raios X específico para a mama. A técnica posiciona uma mama de cada vez sobre uma placa e a comprime com outra placa por alguns segundos, o tempo da imagem. Normalmente são feitas duas incidências por mama, uma de cima para baixo e outra oblíqua. Tudo costuma durar poucos minutos.

A compressão é o ponto que mais assusta quem nunca fez. Ela é necessária para espalhar o tecido, reduzir a dose de radiação e melhorar a nitidez. O desconforto é real, mas breve, e varia de pessoa para pessoa; muitas mulheres relatam apenas uma pressão incômoda. Agendar para depois da menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis, ajuda. Avise a equipe se sentir dor forte — a posição pode ser ajustada.

No dia, evite desodorante, talco ou creme na região das mamas e axilas: resíduos podem aparecer na imagem e ser confundidos com calcificações. Leve exames anteriores, se tiver: a comparação com imagens antigas é uma das ferramentas mais úteis do radiologista. Informe se estiver grávida, amamentando ou com prótese de silicone, porque isso muda o protocolo.

Quem tem direito pelo SUS

A mamografia de rastreamento é oferecida gratuitamente pelo SUS. O caminho habitual é procurar a unidade básica de saúde do seu bairro, passar por consulta e receber o encaminhamento para o exame, que é feito em serviço de referência do município. Mulheres de 50 a 74 anos são o público do rastreamento organizado e, em muitas cidades, podem agendar diretamente na unidade, sem consulta prévia. Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 não precisam ter sintoma para fazer o exame: o SUS não restringe o acesso, que se dá por demanda após conversa com o profissional de saúde sobre riscos e benefícios. O exame também é feito quando há indicação clínica — sintoma, alteração no exame físico ou fator de risco identificado. Em outubro, é comum haver mutirões e ampliação de horários, como parte das ações de Outubro Rosa.

Rastreamento e diagnóstico não são a mesma coisa

A mamografia de rastreamento é feita em mulheres sem sintomas, para procurar alterações que ainda não deram sinal. A mamografia diagnóstica é solicitada quando já existe uma queixa — nódulo palpável, secreção, retração — e costuma vir acompanhada de ultrassonografia e, se necessário, de biópsia. Perceber alterações no dia a dia é o papel do autoconhecimento das mamas, que não substitui nem o exame clínico nem a mamografia.

O que significam as categorias BI-RADS

O laudo classifica o resultado em categorias padronizadas, o BI-RADS. Elas indicam a conduta, não um diagnóstico definitivo:

CategoriaO que indica
0Exame inconclusivo; são necessárias imagens adicionais ou comparação com exames anteriores.
1Exame normal, sem achados.
2Achado benigno, como cisto simples ou calcificação típica. Segue o rastreamento de rotina.
3Achado provavelmente benigno. Geralmente indica controle em intervalo mais curto, definido pelo médico.
4Achado suspeito. Costuma levar à investigação com biópsia.
5Achado altamente suspeito de malignidade. Investigação indicada.
6Malignidade já confirmada por biópsia, em acompanhamento ou tratamento.

Categorias 4 e 5 não significam diagnóstico de câncer: significam que o achado precisa ser investigado. Só a biópsia confirma. Quem interpreta o laudo e define a conduta é o médico que acompanha o caso.

Sobre riscos e hábitos, veja prevenção do câncer de mama. A campanha completa está em Outubro Rosa, e o calendário do mês em datas comemorativas de outubro. Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica.